“Não havia lugar para a poesia vermelha”

Quando Chen Dongdong começou a escrever poesia no início dos anos 1980, viu-se obrigado a questionar tudo o que tinha aprendido até aí. “A minha educação poética era sobretudo aquilo a que chamávamos de poesia vermelha durante a Revolução Cultural”, lembrou o autor chinês durante uma das sessões do 8.º Festival Literário de Macau – Rota das Letras.

Jidi Majia: ambição universalista de uma poesia ligada às raízes

Os Yi são animistas, acreditam que a alma habita “todo o ser”, vive nos mares, nos rios, pedras e montanhas. “Acreditamos que vive e está em todo o lado”, explica Jidi Majia. O autor, nome grande da poesia chinesa, nasceu no Sul de Sichuan, distrito de Liangshan Yi, onde vive uma importante parte da população Yi, uma das 56 minorias étnicas do país.