“Pearl Harbor, Lisboa, Tóquio” e a relação de Morishima Morito com Macau

O mercado livreiro português é reduzidíssimo, já se sabe. Diz-se que dos cerca de dez milhões de habitantes de Portugal, os leitores de livros não passarão dos dez mil. Sendo assim, publica-se muito mais o que promete vender e muito menos o que se sabe de antemão que terá pouco interesse para esse diminuto universo.

A História na Bagagem: Crónicas dos velhos hotéis de Macau.

A bibliografia de Macau tem muitos títulos imerecidamente ignorados. É certo que principalmente na década que antecedeu a transferência de soberania muito se escreveu sobre Macau. Muito se disse de interesse, mas pouco de verdadeiramente novo. Parece ter havido uma espécie de frenesim destinado a preencher lacunas que a história deixou.

A outra metade do céu

Macau regista na sua história algumas páginas negras. Felizmente não muitas. Mas ao longo dos seus quatrocentos anos de existência regista principalmente um grande número de páginas em branco. Entre elas contam-se as que deveriam falar sobre a questão da escravatura e não falam.

Contos de Fadas do Mundo do Caos – Memorandum das Pessoas de Macau numa Época Caótica

Antes de serem compilados em livro, os contos desta colecção foram apresentados na forma de duas peças de teatro, que estrearam em 2015 e 2016 em Macau no Teatro D. Pedro V. A iniciativa da Associação Breakthrough e do Instituto Cultural de Macau foi bem acolhida pelo público e as duas peças acabaram por ser adaptadas e apresentadas em livro em 2017.