A favor do vento

Jornalista e escritor, Fernando Sobral tem já obra considerável nos domínios do jornalismo de investigação sobre temas políticos, sociais e identitários, mas também da novela policial e do romance histórico, onde frequentemente revisita Macau, pese embora não manter qualquer relação duradoura com o território.

Doomsday Hotel

Doomsday Hotel, obra de Wong Bik Wan, autora de Hong Kong, foi escrita em cantonês e tem tradução de M. Klin. O título aponta directamente para o espaço onde se passa a história, que fala sobre diversas gerações macaenses a viver em Macau e com o destino associado a um hotel.

Relação da Grande Monarquia da China

Muitos poderão pensar que a literatura portuguesa só seria verdadeiramente projectada para a prateleira dos bestsellers internacionais com a atribuição do Nobel a José Saramago no penúltimo ano de século XX (8 de Outubro de 1998). Mas nada está mais longe da verdade. Isto porque séculos antes, mais concretamente em 1642, aparecia nos escaparates das livrarias de meia Europa um livro de um autor português completamente desconhecido que bateria todos os recordes de vendas desse ano.

As-tu vu Cremet?

Jean Cremet interessa particularmente a Macau, tendo em conta que era este comunista francês que como agente do “Comintern” controlava a região do Extremo Oriente, onde se incluía a China, o Japão, o Vietname - integrado então na denominada Indochina francesa - e a Coreia, entre outros países e colónias.

Três irmãs

Dois meses esperei para decantar o turbilhão de emoções suscitadas pela leitura de "Três Irmãs". No livro, o inesquecível são as personagens femininas e o ritmo fluente da trama na justa medida. A novela apresenta uma saga familiar impetuosa em três atos. Das insignificantes infidelidades numa aldeia perpassando a Revolução Cultural até à Reforma e Abertura, as mulheres da obra lutam por mudar o curso de seus destinos.

Rota das Letras: Yu Hua em dez palavras

Yu Hua nunca se separou da Revolução Cultural. É precisamente essa década da história contemporânea da China que continua a dar forma ao universo literário de um dos mais importantes nomes da literatura chinesa. Com Kafka aprendeu que escrever é um acto de liberdade. E admite que vai continuar a fazê-lo, mesmo com algumas das suas obras proibidas … Continue a ler Rota das Letras: Yu Hua em dez palavras

ROTA DAS LETRAS: A identidade de Grace Chia

Grace Chia nasceu entre mundos, vive entre a "chinesidade" e a "ocidentalidade" e tudo isto existe no que escreve. A autora de Singapura, que se expressa em inglês, tem oito livros publicados. Entre a prosa e a poesia, surge a raça, o género, a identidade. Falámos com a escritora em Macau, onde se encontra para participar no festival literário … Continue a ler ROTA DAS LETRAS: A identidade de Grace Chia