Jidi Majia: ambição universalista de uma poesia ligada às raízes

Os Yi são animistas, acreditam que a alma habita “todo o ser”, vive nos mares, nos rios, pedras e montanhas. “Acreditamos que vive e está em todo o lado”, explica Jidi Majia. O autor, nome grande da poesia chinesa, nasceu no Sul de Sichuan, distrito de Liangshan Yi, onde vive uma importante parte da população Yi, uma das 56 minorias étnicas do país.

A minha palavra é a única coisa de que realmente preciso

Cinco letras: Yan Ge. Chegou a Macau com uns olhos muito grandes e muitos negros, uma cara muito redonda como se a lua, um sorriso que guardava uma certa infantilidade e a convicção de que nunca subiria ao palanque para falar ao público sem um copo de vinho. Foi a única autora que fez disso regra.

“China Races” de Austin Coates

Todos temos na memória aquelas encenações medievais que se fazem em Itália recreando as corridas de cavalos do renascimento. Uma parafernália de cores e sons, junto das catedrais das cidades estado com os jockeys vestidos a rigor, ostentando os brasões das famílias a que pertenciam, enquanto escravos criados e estribeiros fardados a rigor seguram os equídeos ataviados luxuosamente.

Rashomon

Num dos grandes clássicos da literatura moderna japonesa, “Discurso sobre Decadência” de Ango Sakaguchi (1906-1955), – ou Sakaguchi Ango, seguindo a ordem original, com o sobrenome primeiro, como prefiro escrever - encontra-se um ensaio sobre a terra natal da literatura, isto é, a literatura na sua forma mais primitiva, mais curta e mais directa.

José Vicente Jorge – Macaense Ilustre

Vicente Jorge merecia que o arrancassem do circunscrito anonimato semifamiliar em que tem permanecido desde o seu desaparecimento desta vida em 1948. E quem o arrancou desse semianonimato foram precisamente Graça Pacheco Jorge e Pedro Barreiros, os netos do biografado, que não são escritores, mas que retratam aqui não só o avô mas metade de um século da vida de Macau.

A China de Eça

Foi pouco depois de chegar a Macau, em 2010, e de voltar a ler O Mandarim de Eça de Queiroz, que formulei esta pergunta antes inexistente na minha cabeça de leitor: por que decidira Eça escrever uma novela como aquela, situada em ambientes que desconhecia e que, por isso, não eram território preferencial da ficção de um homem que produziu e muito sobre o seu tempo mas também sobre o seu espaço, sobre os lugares que verdadeiramente experienciara e tomara como parte da sua vida?

A Single Swallow

A Single Swallow (“Lao Yan” em chinês) é um romance da escritora Zhang Ling, que aborda a relação de uma mulher com três homens no contexto da Guerra da Resistência contra o Japão. Embora a história se passe durante a guerra, a autora não descreve muito esse momento, concentrando antes a escrita nas consequências do conflito na vida das pessoas comuns para revelar a crueldade, a distorção da humanidade.