A China de Eça

Foi pouco depois de chegar a Macau, em 2010, e de voltar a ler O Mandarim de Eça de Queiroz, que formulei esta pergunta antes inexistente na minha cabeça de leitor: por que decidira Eça escrever uma novela como aquela, situada em ambientes que desconhecia e que, por isso, não eram território preferencial da ficção de um homem que produziu e muito sobre o seu tempo mas também sobre o seu espaço, sobre os lugares que verdadeiramente experienciara e tomara como parte da sua vida?

Rota das Letras: Ásia em língua inglesa

O Festival Literário de Macau - Rota das Letras aposta este ano na presença de autores de língua inglesa que escrevem sobre a Ásia. "Queríamos trazer a Macau autores que representassem olhares exteriores em relação a estas realidades", diz Hélder Beja, director de programação do festival. Catarina Domingues A ligação de Peter Hessler à China data … Continue a ler Rota das Letras: Ásia em língua inglesa

Sheng Keyi, uma escritora a subir a montanha

Ouvi o nome Sheng Keyi devido a Northern Girls, primeiro romance da autora traduzido para inglês e publicado pela Penguin, sobre jovens mulheres da China nortenha e rural que viajam para a sulista província de Cantão em busca de uma vida melhor. “Escreve o que conheces”, aconselha Mark Twain. E Sheng Keyi, que nasceu na província de Hunan, bem nas margens do rio Lanxi, fez isso mesmo.