PORTUGAL NO TECTO DO MUNDO

Por estranho que hoje possa parecer, a verdade é que antigamente era bem mais fácil desbravar mundo por mar do que por terra. Portugal é disso exemplo. Isto porque ainda na primeira década do século XX era bem mais fácil – senão mesmo mais rápido – viajar a bordo do vapor que fazia a carreira entre Lisboa e Porto do que pôr o pé no estribo da diligência que, desde não muito antes, tinha começado a perfazer, aos solavancos e por etapas, os trezentos e tal quilómetros que separam a capital de Portugal da sua segunda cidade.

Doomsday Hotel

Doomsday Hotel, obra de Wong Bik Wan, autora de Hong Kong, foi escrita em cantonês e tem tradução de M. Klin. O título aponta directamente para o espaço onde se passa a história, que fala sobre diversas gerações macaenses a viver em Macau e com o destino associado a um hotel.

Coração de Guimarães

Este é um excerto de um ensaio da escritora Lam Chung Ying sobre Guimarães, cidade que visitou há vários anos. O artigo, incluído na Antologia 2012 da Literatura de Macau (p.317-325), editada pela Fundação Macau, insere-se na categoria “literatura de viagem”. Através das observações que faz, a autora explora um percurso interior sob o ponto de vista de uma visitante de Macau.

Relação da Grande Monarquia da China

Muitos poderão pensar que a literatura portuguesa só seria verdadeiramente projectada para a prateleira dos bestsellers internacionais com a atribuição do Nobel a José Saramago no penúltimo ano de século XX (8 de Outubro de 1998). Mas nada está mais longe da verdade. Isto porque séculos antes, mais concretamente em 1642, aparecia nos escaparates das livrarias de meia Europa um livro de um autor português completamente desconhecido que bateria todos os recordes de vendas desse ano.

Diálogo com Macau

Incorporar elementos históricos na escrita é técnica muito utilizada por vários escritores. Muitas vezes, esses elementos históricos servem como setting, reforçando a sensação de veracidade dos enredos das obras literárias, particularmente no caso dos romances. Como esta técnica garante ao público um maior entendimento da mentalidade e forma de estar de uma determinada época, os escritores não poupam palavras - geralmente no início da sua escrita - na descrição do setting histórico.

As-tu vu Cremet?

Jean Cremet interessa particularmente a Macau, tendo em conta que era este comunista francês que como agente do “Comintern” controlava a região do Extremo Oriente, onde se incluía a China, o Japão, o Vietname - integrado então na denominada Indochina francesa - e a Coreia, entre outros países e colónias.

Matteo Ricci – Uma lança na China

Matteo Ricci confronta o pensamento tradicional chinês dos séculos XVI e XVII, em especial o neoconfucionismo, com a novidade do catolicismo, tentando provar que “muitos conceitos católicos já existiam no pensamento chinês”. Um texto de Luís Ortet sobre a obra 天主實義 , que na tradução francesa se chama “Le Sens Réel de ‘Seigneur du Ciel’”.

Versos em rock’n’roll

Bruce Lou foi guitarrista de uma banda de rock’n’roll de Macau e essa experiência influenciou o seu estilo poético. Não escondendo a sua febre pela música, Bruce coloca elementos musicais em grande exposição nesta colecção. Logo a partir do título, deduzimos esse tom particular.

Sheng Keyi, uma escritora a subir a montanha

Ouvi o nome Sheng Keyi devido a Northern Girls, primeiro romance da autora traduzido para inglês e publicado pela Penguin, sobre jovens mulheres da China nortenha e rural que viajam para a sulista província de Cantão em busca de uma vida melhor. “Escreve o que conheces”, aconselha Mark Twain. E Sheng Keyi, que nasceu na província de Hunan, bem nas margens do rio Lanxi, fez isso mesmo.

Crowned with the stars

Carlos Quarteron nasceu em Cádis no seio de boas famílias e ingressou na marinha espanhola. Inteligente, rapidamente ascendeu na hierarquia, obtendo o comando de um navio com apenas 25 anos. Passou então a fazer a carreira marítima entre Manila e Macau no Extremo Oriente onde a sua família tinha interesses comerciais.

A vida de Bartolomeu Landeiro

Landeiro é raramente citado nas obras académicas, diria, nas raras obras académicas que se focam sobre os primórdios de Macau. Mas que existiu, existiu, e Lúcio de Sousa trouxe-o à vida nesta obra que faz nova luz sobre os primeiros tempos da cidade e da presença portuguesa no Extremo Oriente. Mas porque é que Landeiro ficou banido da história oficial?