O que nos reserva o Ano do Cão?

Popularmente 2018 é considerado o “ano do Cão” em combinação com a influência do “elemento” terra. Nas vésperas de cada novo ano chinês publicam-se no Sul da China diversos almanaques com as “previsões” para as pessoas nascidas em anos dominados por cada um dos 12 signos do zodíaco chinês.

Contradições

Durante os três semestres que estudei mandarim na universidade em Pequim, poucas vezes foi explicada a origem ou a história que está por trás de um carácter ou palavra chinesa. Estes cursos de mandarim são intensivos – aprendem-se dezenas de novos caracteres por dia – e, por isso, há pouco espaço para esses apontamentos.

Uma reflexão sobre o “eu” sínico

É enquanto pessoa egoísta que escrevo esta reflexão sobre o “eu” na língua chinesa moderna (língua que prefiro designar como a língua dos Han ou, em cantonês, dos Hon). Mas não se trata inteiramente de egoísmo ou de um ego lusófono, uma vez que, mesmo que esteja a escrever em português, uma parte do meu “eu” permanece confucionista e cantonense.

Esconder o sorriso (II)

Voltanto ao “mistério” das chinesas esconderem a boca quando se riem de uma piada (mais ou menos irreverente), a nossa colaboradora Yu Yin (余音), da província de Guangdong, responde que esse comportamento se enquadra no conceito antigo, dos tempos imperiais, de que é suposto as senhoras comportarem-se como verdadeiras shūnü (淑女), isto é, damas ou fidalgas,.

Esconder o sorriso (I)

Para os ocidentais que vivem (ou viveram) em terras chinesas, uma constatação universal é a de que muitas mulheres chinesas (sobretudo as mais jovens) costumam cobrir a boca (com uma das mãos) sempre que se riem de uma piada ou de uma situação cómica, sobretudo se esta subentender algum toque de inconveniência.