Nasce a Capítulo Oriental, primeira agência literária de Macau

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A Capítulo Oriental, agência literária focada na Ásia e nos países e territórios de língua portuguesa, foi hoje oficialmente lançada. 

Catarina Domingues

Nasceu para aproximar literaturas. A Capítulo Oriental, primeira agência literária sediada em Macau, quer servir de ponte entre a Ásia e os países e territórios de língua portuguesa. Para já, representa cerca de 60 nomes de mais de uma dezena de países e regiões. O agenciamento dos direitos autorais, a promoção da participação dos escritores em festivais e feiras do livro e a publicação de antologias multilingues em Macau são alguns dos objectivos da agência, hoje oficialmente lançada.
À frente do projecto está Hélder Beja, jornalista, fundador e antigo director de programação do festival literário de Macau Rota das Letras. “Era uma ideia que já me acompanhava há alguns anos e que se me apresentava como um desenvolvimento natural do trabalho que venho fazendo há quase uma década, sempre ligado à literatura dos países de língua de portuguesa e da Ásia. Além disso, não havia nenhum projecto com este cariz, realmente dedicado a estes dois mundos, com foco nas línguas portuguesa e chinesa mas também capaz de olhar para os outros espaços em volta, no continente asiático”, revelou o director da agência ao EXTRAMUROS.
A Capítulo Oriental, que já assinou acordos com outras agências literárias, como é o caso das portuguesas Bookoffice e Storyspell e da brasileira MTS Agência, oferece ainda serviços de tradução entre chinês, inglês, português e outros idiomas, maioritariamente para publicações de arte e instituições artísticas, escolas e universidades, e ainda traduções literárias para editoras e autores. 

A literatura chinesa “ainda é bastante desconhecida dos leitores de língua portuguesa”

Han Shaogong, Sheng Keyi, Lijia Zhang, Hong Yin, btr e Yu Jian são para já os nomes dos autores do Interior da China representados pela Capítulo Oriental. Ao EXTRAMUROS, Hélder Beja realça que a literatura chinesa tem ainda pouco espaço no universo de língua portuguesa. “Ainda é bastante desconhecida dos leitores de língua portuguesa. Há honrosas excepções, como a recente publicação de Yu Hua em Portugal, mas ainda muitos e bons autores cuja obra continua a simplesmente não existir para quem vive em Portugal, no Brasil e noutras paragens. A Capítulo Oriental representa alguns desses nomes, como Sheng Keyi [Interior da China] e Xu Xi [Hong Kong], e outros se juntarão em breve. Se conseguirmos levar estas autoras para a língua portuguesa, será qualquer coisa importante e bonita”, salienta.
O reforço da literatura de e sobre Macau é também uma das ambições da agência, que lança em paralelo uma editora com a missão de publicar “sobretudo obras de autores de Macau ou que se dediquem a escrever sobre o território, bem como antologias multilingues com autores dos espaços de língua portuguesa e chinesa”.
Os primeiros títulos a serem publicados são da autoria de dois autores locais. A obra “A Humidade dos Dias” de Luís Mesquita de Melo, vai ser lançada ainda este mês, e “Vidro Imaculado”, livro trilingue [chinês, inglês e português] de poesia de Jenny-Lao Phillips chega às bancas em Abril.

 

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