Licença para amar

noiva

De acordo com o Ministério dos Assuntos Civis, em 2015 existiam na China aproximadamente 200 milhões de adultos solteiros / Foto: Catarina Domingues

 

Para combater a queda da natalidade, uma escola na província de Zhejiang cria “licença do amor” para professores solteiros e sem filhos, e duas empresas da mesma região oferecem durante o Ano Novo Chinês oito dias extra a funcionárias do sexo feminino com mais de 30 anos para “irem a casa e namorar”.

Solteiros ou sem filhos. Estas são as condições para os professores da Escola Experimental de Dinglan, no leste da China, poderem beneficiar mensalmente de dois meios-dias de folga adicionais. Esta “licença do amor” tem como objectivo criar condições para os docentes solteiros (40% do número total) procurarem um parceiro e para os profissionais casados “aproveitarem a vida”.
“Em geral, os nossos professores trabalham muito. Espero que aproveitem esta licença duas vezes por mês para relaxar e aproveitar a vida, a sua beleza e passar tempo com a sua família”, disse o director do estabelecimento de ensino em Hangzhou, província de Zhejiang, ao jornal chinês Dushi Kuaibao, citado pelo South China Morning Post.
Dados do Ministério para os Assuntos Civis da RPC revelam que o número de casamentos na China tem vindo a decrescer desde 2013, existindo aproximadamente 200 milhões de adultos solteiros no país em 2015. As autoridades estão preocupadas que o ritmo lento do crescimento da população – apesar da abolição da política do filho único – o seu envelhecimento e a diminuição da mão-de-obra possam prejudicar o futuro crescimento económico chinês.
Além da Escola Experimental de Dinglan, também duas empresas privadas de Hangzhou tomaram medidas para incentivar o matrimónio. A Hangzhou Songcheng Performance e a Hangzhou Songcheng Tourism anunciaram oito dias extra de folga para as trabalhadoras do sexo feminino com idades superior a 30 anos “irem a casa e namorar”.
Na China, as mulheres solteiras com idades próximas ou superiores aos 30 anos são vulgarmente conhecidas por “sobras”. A pressão do casamento na cultura chinesa faz com que muitas mulheres (e também homens) acabem por mentir à família, inventando relações que não existem para contornar a humilhação social. Por outro lado, hoje também é cada vez maior o número de mulheres que prioriza a carreira profissional, optando por não constituir família.

 

 

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