A China de Eça

Foi pouco depois de chegar a Macau, em 2010, e de voltar a ler O Mandarim de Eça de Queiroz, que formulei esta pergunta antes inexistente na minha cabeça de leitor: por que decidira Eça escrever uma novela como aquela, situada em ambientes que desconhecia e que, por isso, não eram território preferencial da ficção de um homem que produziu e muito sobre o seu tempo mas também sobre o seu espaço, sobre os lugares que verdadeiramente experienciara e tomara como parte da sua vida?

Série caracteres: 金 (ouro/metal)

O carácter jīn 金 significa “ouro”, mas não só. Pode querer dizer, de uma maneira mais genérica, “metal”, entre outros significados. Aliás, se consultarmos um dicionário ficaremos a saber que, em rigor, “ouro” se diz huángjīn 黄金 (黃金), especificando-se assim que não se trata de um jīn 金 qualquer mas sim do 金 “amarelo” (que é o significado de huáng 黄 – na língua chinesa o adjectivo é colocado antes do substantivo).

Do alto de Xining

No avião, já perto de Xining. A cidade a poucos metros, pontos néon, ornatos vermelhos, de outras cores, e as estradas iluminadas, os carros ainda minúsculos, ainda na rua, e uma torre a aproximar-se da noite. Apanho um táxi para o hotel, ponho-me a caminho de casa.